No universo do marketing digital, um dos principais elementos é o SEO (Search Engine Optimization), que ficou conhecido como uma prática poderosa para gerar mais tráfego para uma página na Web. De fato, o SEO tornou-se tão "famoso" que até quem não entende de marketing sabe que ele é importante.

Por outro lado, as informações sobre SEO que você encontra por aí são fragmentadas e, muitas vezes, imprecisas ou incorretas, gerando vários mitos. Com isso, mesmo profissionais de marketing acabam vacilando ao criar e implementar uma estratégia de otimização de sites para mecanismos de busca.

Então, vamos acabar com esse problema agora mesmo? Neste post, você encontra tudo que precisa saber sobre o assunto, desde o que é SEO até as principais técnicas para chegar ao topo do Google. Marque esta página e confira o guia abaixo!

O que é SEO (Search Engine Optimization)?

A melhor maneira de abordar qualquer assunto é começar com os conceitos. E aí, você sabe o que é SEO? A sigla de Search Engine Optimization — ou, em português, otimização para mecanismos de busca — se refere ao processo e às técnicas de gerar tráfego a partir dos resultados orgânicos, não pagos, dos resultados de buscas em mecanismos como o Google.

Uma explicação ainda mais simples? É a otimização de sites, com o objetivo de ocupar os primeiros lugares em buscas relevantes e, assim, receber mais visitantes.

Existe um bom motivo pelo qual é tão importante receber mais visitantes e, portanto, pelo qual o SEO é tão valorizado no marketing. É que os visitantes estão no primeiro estágio do funil de vendas. Dessa forma, desde que as estratégias de conversão sejam eficientes, mais visitantes levam a mais leads e, depois, mais clientes.

Quais são os pilares do SEO?

Agora que você sabe o que é SEO, deve estar ansioso para descobrir como colocar em prática. No entanto, tem mais uma coisa que você precisa entender antes de colocar as mãos na massa. Estamos falando dos três pilares do SEO: reputação, autoridade e popularidade. Todos eles influenciam o resultado de um site nas buscas. Entenda como isso ocorre.

Reputação do site

A reputação do site está relacionada à experiência do visitante. Para determinar o que é uma boa experiência, são levados em consideração fatores como o tempo de carregamento da página — uma página que demora para carregar quando é acessada (e "demora", aqui, é questão de meros segundos a mais) terá pior reputação.

Autoridade do site

A autoridade do site se refere à sua relevância para a palavra-chave com a qual pretende ranquear. Para avaliar a autoridade, os mecanismos de busca consideram toda a semântica do site. Assim, não basta usar uma palavra-chave várias vezes para chegar à primeira página do Google — é preciso que o site tenha conteúdo relevante para os visitantes.

Popularidade do site

A popularidade de um site é determinada pelos backlinks que recebe, isto é, links externos de outros sites direcionando para ele. Em inglês, esse pilar recebe outro nome: trust, ou confiança. O motivo é que, em geral, ninguém cria um backlink para um site duvidoso, não é mesmo? Portanto, se o seu site recebe muitos links de redirecionamento, é porque a comunidade online confia nele.

História do SEO: como surgiu e se desenvolveu?

Assim como a internet, os mecanismos de busca e o marketing digital, o SEO não esteve sempre aí. Na verdade, é uma criação relativamente recente, mas isso não quer dizer que seja fácil traçar sua história. Afinal, na maior parte do tempo, estamos mais preocupados em aplicá-lo na prática do que entender como surgiu.

Os primeiros anos

O surgimento do SEO, provavelmente, se deu em torno do ano de 1991. Vale a pena lembrar que “Google.com” só foi registrado como domínio em 1997, deixando bem claro que o SEO não existe simplesmente para ranquear no Google. Simplesmente, como esse é o mecanismo de buscas mais utilizado, é a ele que associamos a ideia de otimização de sites.

Nos primeiros dez anos de "vida" do SEO, até, aproximadamente, o ano de 2002, tudo era permitido. O foco era usar muitas palavras-chave e criar muitos backlinks, sem nenhuma preocupação ética. Infelizmente, essas práticas não priorizavam a qualidade dos sites, mas apenas prejudicavam as pessoas que tentavam usar os mecanismos de busca para encontrar informação de verdade.

A evolução da otimização de sites

A boa notícia é que os mecanismos de buscas viram o que estava acontecendo e reagiram à situação. Por isso, de 2003 a 2005, más práticas passaram a ser penalizadas. Enquanto isso, a tendência para otimização de sites que predominou nesse período foi a criação de Inbound links, isto é, links dentro do próprio site.

No período seguinte, de 2006 a 2009, o lançamento de várias inovações, como as sugestões de busca do Google, Google Trends, Google Analytics e ferramentas para planejamento de palavras-chave, impulsionou uma guinada na otimização de sites. O SEO passou a ser uma atividade bem mais direcionada, efetiva. Outra característica importante foi o foco no usuário.

Entre 2010 e 2012, mais uma mudança importante. Alterações na maneira como os mecanismos ranqueavam os sites forçaram a criação de conteúdo de qualidade. Popularizou-se a noção de que "conteúdo é Rei".

Finalmente, após 2013, a questão crucial passou a ser o dilema com a privacidade de dados. Por um lado, os dados são indispensáveis para elaborar estratégias de SEO mais efetivas (especialmente, considerando a importância do foco nos usuários). Por outro, até que ponto é ético monitorar os hábitos de pesquisa das pessoas? Essa é uma questão que ainda não tem resposta.

Como o Google funciona?

Nós já vimos o que é SEO e que ele precede o Google, mas é fato que o buscador é o principal mecanismo de busca da atualidade. Assim, entender como ele funciona também é importante para determinar como fazer SEO com eficiência, alcançando bons resultados. Neste tópico, vamos dar uma de Mister M e revelar um pouco dos bastidores da mágica para você.

Algoritmo e atualizações

Você sabe o que é um algoritmo? O termo vem da informática, e se refere a um conjunto de regras e procedimentos lógicos que levam à solução de um problema. É por meio de um algoritmo, composto por várias regras, que o Google determina o ranking das páginas nas buscas.

Ou seja, quando você cria uma página, ela passa por várias etapas de verificação, em que essas regras são aplicadas. Quanto mais parâmetros positivos forem atendidos, mais alta será a posição da página. O algoritmo passa por atualizações frequentemente.

Afinal, o objetivo do Google é fazer com que os resultados de buscas sejam cada vez mais relevantes para os usuários. Ao longo do tempo, as quatro atualizações mais importantes receberam nomes: Panda, Penguin (pinguim), Hummingbird (beija-flor) e Pigeon (pombo).

Para terminar, um esclarecimento: ninguém (fora do Google) sabe, com absoluta certeza, como funciona o tal algoritmo. Mesmo assim, os especialistas em otimização SEO têm uma noção bem clara dos elementos que compõem esse algoritmo, isto é, os fatores de ranqueamento.

GoogleBot

Além do algoritmo, o Google também conta com seu robô de rastreamento, responsável por indexar as páginas da web: o GoogleBot. Apesar do termo ser difícil, indexar é simplesmente incluir em um índex, em uma lista. Dessa forma, o trabalho do GoogleBot é vasculhar a internet, encontrar páginas novas ou que sofreram mudanças, e colocar a versão mais recente dessas páginas na "lista" que será usada para gerar os resultados de buscas.

Então, você consegue imaginar como o Googlebot faz esse trabalho? O processo começa a partir de uma página qualquer, já identificada em um rastreamento anterior. Então, segue todos os links presentes nessa página para encontrar outras. Quando encontra um link quebrado, o robô também envia essa informação para o índex.

O proprietário ou administrador da página também pode "tomar a iniciativa" e submeter sua URL para indexação diretamente, por meio do Google Search Console.

Quais os fatores de ranqueamento?

Se você está curioso para conhecer alguns dos fatores de ranqueamento que compõem o algoritmo do Google, chegou a hora! Você vai entender qual é a diferença de SEO On Page e SEO Of Page, e quais são os fatores mais importantes em cada uma dessas categorias.

SEO On Page

O SEO On Page consiste em técnicas de otimização SEO aplicadas dentro da própria página.

1. Escolha da palavra-chave

O primeiro fator de ranqueamento no SEO On Page é a escolha e, claro, aplicação da palavra-chave. Embora a maioria das pessoas saiba disso, nem todos entendem a complexidade real da escolha.

Basicamente, é preciso levar em consideração a relevância da keyword em relação ao conteúdo do site, o volume de buscas, e a concorrência. Idealmente, deve-se buscar uma palavra-chave com alta relevância, razoável volume de buscas e baixa concorrência.

Para isso, a melhor aposta são as palavras-chave long tail, isto é, termos de pesquisa longos. Por exemplo, uma loja virtual de produtos de beleza, em vez de usar uma palavra-chave como "cosméticos", pode apostar em "produtos de beleza para tratar a pele".

2. Definição de títulos

O título da página é aquele exibido na busca, também chamado de título SEO. Vale a pena dizer que, no caso de um blog, o título da página não precisa ser idêntico ao título do conteúdo, embora deva ser condizente com ele (nada de tentar "enganar" o visitante!). Assim, precisa conter a palavra-chave e uma boa prática é incluir, no final, o nome do site ou da empresa.

3. Meta descrição

A meta descrição é aquela descrição da página que aparece abaixo do título nas buscas, também chamada de meta tag. Deve ajudar o usuário a entender o que vai encontrar na página e, mais uma vez, conter a palavra-chave. Uma boa dica é incluir um Call to Action, para incentivar o usuário a visitar sua página. Atualmente, o limite da meta descrição é de 320 caracteres, e não é aconselhável ultrapassá-lo, pois o excedente não será exibido.

4. URL amigável

Sim, a URL da página também precisa de otimização para SEO On Page, pois é um fator do ranqueamento. O Google e outros mecanismos de buscas privilegiam URLs amigáveis, ou seja, curtas e descritivas. Evite URLs com números e códigos, assim como aquele modelo de URL que inclui a data de publicação, pois ele marca a página como antiga, mesmo que você atualize o conteúdo. E você já sabe: inclua a palavra-chave na URL!

5. Otimização de imagens

Até mesmo as imagens podem ser otimizadas por meio de técnicas de SEO. São quatro aspectos que você precisa observar: o nome do arquivo, o tamanho dele, o texto alternativo (também chamado de Alt text), e o contexto de uso da imagem.

O nome do arquivo e o texto alternativo devem ser coerentes com o que aparece na imagem. Se for possível, coloque a palavra-chave nos dois, desde que faça sentido. O tamanho do arquivo deve ser leve, para não prejudicar o carregamento da página. E o contexto de uso deve ser adequado, isto é, a imagem deve ter relação com o restante do conteúdo.

6. Escaneabilidade

Escaneabilidade é a possibilidade de encontrar informação específica na página, sem ter que ler tudo. A escaneabilidade fica muito melhor quando são aplicados três recursos: títulos e subtítulos (ou headings), bullet lists e negrito.

Os títulos e subtítulos servem para organizar o texto conforme seus tópicos, dando uma sequência lógica. Sempre que possível, coloque a palavra-chave, pelo menos, em um heading.

Bullet lists servem para apresentar informação exaustiva em um formato mais amigável para a leitura, pois, em vez de enumerar vários itens em um texto corrido, você os coloca em uma lista. Negrito, por sua vez, é ideal para destacar informações importantes no texto — desde que não seja utilizado com exagero.

Os links internos, também conhecidos como Inbound links, são aqueles que conectam diferentes páginas de um mesmo site. Eles ajudam o visitante a navegar e também ajudam o GoogleBot a indexar suas páginas. Porém, lembre-se de somente criar links relevantes. Uma prática ruim que você deve evitar é criar links usando como texto âncora um termo ou frase que não tenha relação com o conteúdo que o usuário vai encontrar ao clicar no link.

SEO Off Page

Enquanto o SEO On Page ocupa-se de técnicas de SEO que são aplicadas na própria página, a otimização SEO Off Page é voltada a ações feitas em outras partes da web. Parece confuso? Não se preocupe. Ficará mais fácil de entender ao ver os fatores de ranqueamento dessa categoria!

1. Co-marketing

Co-marketing são parcerias estabelecidas entre negócios, permitindo que um promova e ajude na otimização SEO do outro. A ação principal é o guest post: um produz conteúdo e publica como convidado no site do outro. Assim, alcança e atrai a audiência dele. Ao mesmo tempo, gera valor para o parceiro, ao fornecer um conteúdo de qualidade para enriquecer seu site.

2. Redes Sociais

Um fator importante de ranqueamento são as redes sociais, pois elas permitem criar backlinks para sua página sem que isso seja considerado spam. Quando um novo conteúdo é publicado no blog dentro do seu site, é aconselhável criar uma publicação no Facebook, Twitter, LinkedIn, ou outras redes sociais que estejam sendo utilizadas, e divulgar o link desse conteúdo.

A melhor parte é que essa publicação pode ser compartilhada pelos seguidores, replicando o backlink em diferentes pontos da web.

3. Comentários

Criar comentários em outras páginas da Web e colocar um link para a sua página é uma excelente maneira de melhorar o ranqueamento. Porém, atenção: os comentários devem ter relação com o conteúdo e agregar valor à conversa, do contrário, têm o efeito de prejudicar a imagem do seu site e empresa (além de, provavelmente, ser considerado spam e descartado).

Outro aviso importante é que você só aplique essa técnica quando houver uma relação entre o conteúdo no qual está publicando o comentário e a sua página. Não adianta tentar criar um backlink de um conteúdo sobre medicina chinesa para um conteúdo sobre técnicas de gestão, não é mesmo?

Link Building é a construção de links de fora para dentro do seu site: os backlinks. Você acabou de ver três maneiras de promover o link building: por meio de guest posts, redes sociais e comentários. Não se esqueça de que a qualidade dos links é mais importante do que a quantidade. De fato, backlinks ruins podem penalizar o ranking do seu site.

Quais são os tipos mais comuns de busca?

Talvez isso seja uma surpresa para você, mas existe mais de um tipo de busca. Saber qual deles a sua persona está adotando, ou seja, qual é a intenção de busca, é indispensável para criar uma estratégia eficiente de otimização de sites.

Busca navegacional

Na busca navegacional, a intenção de busca é chegar até um determinado local da web. Ela é marcada pela pesquisa pelo nome do site ou da empresa, como "Rock Content" ou "blog Marketing de Conteúdo".

Busca informacional

Na busca informacional, a intenção de busca é encontrar uma informação específica. Ela é marcada pelo uso de termos isolados, como "avião", bem como frases com estruturas do tipo "melhor isca para pesca", ou "como economizar nas compras".

Busca transacional

Na busca transacional, a intenção de busca é realizar uma transação. Ela é marcada por verbos como "comprar", "alugar", "vender": "comprar carro em Curitiba", "contratar agência de marketing".

Como fazer a pesquisa de palavras-chave?

Nós falamos várias vezes sobre as palavras-chave, mas faltou explicar como é feita a pesquisa que vai apontar as melhores opções de keywords para seu site.

Tudo começa com um bom entendimento da sua persona: saber quais são suas dores, suas preferências. Além disso, você pode contar com uma boa ferramenta para descobrir variações de palavras-chave e compará-las para identificar aquelas que apresentam maior volume de buscas e menor concorrência. Atualmente, as ferramentas mais populares são:

  • SEMrush;
  • Google Keyword Planner;
  • Ubersuggest;
  • Keywordtool.io.

Quais as técnicas de SEO?

Não existe uma única resposta para a pergunta "como fazer SEO". Algumas pessoas adotam práticas focadas em alcançar resultados garantindo uma excelente experiência para os usuários. Outras apostam em práticas que, por assim dizer, não seguem os melhores padrões éticos.

Black Hat

Black Hat SEO é aquele que busca brechas no algoritmo para se aproveitar e, assim, alcançar um bom ranqueamento sem respeitar as regras. Uma das técnicas de SEO black hat mais comuns é criar links em que o texto âncora não tem relação com o conteúdo da página de destino, apenas para atrair visitantes desavisados.

Outros exemplos de black hat são a criação de links ocultos ou falsos, o uso de palavras-chave irrelevantes e a repetição de conteúdo. O uso dessas técnicas pode alavancar rapidamente o tráfego de um site, mas o risco de ser identificado pelos mecanismos de buscas e ser penalizado é muito alto.

White Hat

White Hat SEO é aquele que segue as diretrizes dos mecanismos de buscas para obter um bom ranqueamento de maneira limpa.

Por um lado, adotar essa estratégia pode exigir um pouco de paciência, já que a otimização SEO é um processo e você precisa de tempo para aparar todas as arestas e atingir resultados visíveis. Por outro lado, os resultados das técnicas de SEO white hat são mais sólidos, duradouros. Para completar, você não estará sujeito a penalizações.

Como funciona o SEO para mobile?

Já que a maior parte das buscas atualmente é realizada em aparelhos móveis — smartphones e tablets —, o SEO precisou passar por uma adaptação. Surge, então, o SEO para mobile. Em grande parte, a preocupação é com a usabilidade e a velocidade do carregamento.

Usabilidade significa que seu site deve ser tão fácil de navegar e visualizar em um aparelho mobile quanto nos computadores tradicionais. Para isso, o design deve ser responsivo, adaptativo ou mobile-first:

  • design responsivo: o design original é automaticamente ajustado conforme as medidas da tela do aparelho;
  • design adaptativo: existem vários designs estáticos, para tamanhos de tela diferentes, e a melhor opção é ativada conforme o aparelho que o usuário usa para acessar o site;
  • design mobile-first: assim como o design responsivo, existe um modelo original que é ajustado para a tela — no entanto, parte-se do design para as telas menores, e mais elementos são acrescentados quando o site é exibido em uma tela grande.

Quanto à velocidade de carregamento, sites leves são privilegiados, no entanto, na realidade, não se trata apenas da pressa do usuário. O ponto principal é que, quando alguém navega na internet usando um aparelho móvel, geralmente, está consumindo dados móveis. Portanto, sites pesados são indesejáveis para esses usuários.

Neste post, você viu o que significa SEO e vários aspectos práticos da otimização de sites para mecanismos de buscas. O assunto é extenso e, mesmo com todo esse conteúdo, ainda poderíamos falar muito mais! Então, se você realmente quer ser um especialista em como fazer SEO, vale a pena investir em um curso — como os que você encontra na Universidade Rock Content.

Gostou de aprender o que é SEO e descobrir técnicas e ferramentas? Então, deixe seu comentário! E aproveite para dar sua sugestão: como você acha que podemos complementar este artigo? Diga aí!