Afinal, Inbound Marketing e marketing de conteúdo são a mesma coisa? Muita gente faz essa pergunta, por isso, chegou a hora de respondê-la. Não há dúvidas de que esses dois conceitos estão bastante relacionados, mas será que existem diferenças entre eles? É o que veremos agora!

A confusão entre os dois termos começa porque ambos são relativamente novos. Com o crescimento exponencial do marketing digital nos últimos anos, mais pessoas passaram a falar em Inbound Marketing e marketing de conteúdo. De fato, esses conceitos caminham lado a lado em uma estratégia de marketing digital. Só que, ao contrário do que pode parecer, não são a mesma coisa.

Na verdade, o marketing de conteúdo é uma das estratégias utilizadas dentro do Inbound Marketing. Portanto, eles são complementares. De fato, não existe Inbound Marketing sem marketing de conteúdo — daí a confusão entre os termos, já que eles são vistos atuando em conjunto. Quer entender melhor? Continue lendo!

O que é Inbound Marketing?

Inbound Marketing é o marketing de atração, uma abordagem que faz com que o cliente encontre a empresa por conta própria, utilizando sites de busca, redes sociais e referências da web. Ou seja, a ideia central do Inbound é que o usuário chegue até o site da organização — ao contrário do marketing tradicional ou Outbound, no qual a marca vai atrás do público por meio de anúncios, ligações e demais formas de contato.

Outro ponto importante do Inbound Marketing é que, normalmente, não existe a intenção de vender imediatamente, mas, sim, de construir um relacionamento. O objetivo é que, primeiramente, o cliente chegue ao site da empresa para aprender algo útil ou encontrar as respostas de que precisa.

Parece amigável, não é mesmo? O Inbound Marketing nasceu de uma necessidade de fazer uma comunicação mais fluida e autêntica, na qual a relação entre marca e consumidor é construída pouco a pouco, com base na entrega de valor por parte da empresa.

Além disso, atualmente, cada vez mais pessoas usam os sites e mecanismos de busca — como o Google e o YouTube — para tirar dúvidas e encontrar soluções. Com isso, o Inbound atende a uma demanda natural.

Funil de Inbound Marketing

No entanto, não pense que esse tipo de marketing não visa às vendas. Pelo contrário: o objetivo é respeitar a jornada do cliente, desde a descoberta inicial (primeiro contato) até o momento do fechamento (venda).

A seguir, conheça os estágios do funil de vendas do Inbound Marketing. Eles representam o avanço na relação entre o lead (cliente em potencial) e a marca:

  • visitante: é a pessoa que está conhecendo seu site e ainda não solicitou atendimento e nem compartilhou informações de contato com sua empresa;
  • lead: é alguém que deixou seus dados de contato para receber algum tipo de material ou informação em troca, como um e-book, uma newsletter ou outro tipo de conteúdo exclusivo;
  • oportunidade: é o lead que está pronto para comprar de você. Isso significa que ele já foi educado, isto é, recebeu conteúdo da sua marca e entendeu como a sua empresa pode ajudá-lo. Esse potencial cliente já pode ser abordado por um vendedor;
  • cliente: é a pessoa que efetivamente comprou um produto ou serviço da sua empresa.

Etapas do Inbound Marketing

Além do funil de vendas (caracterizado pelo status atual do visitante), o Inbound Marketing costuma trabalhar 5 etapas para se relacionar com os futuros ou atuais clientes. Essas fases são utilizadas para criar um processo sistemático capaz de aprofundar a relação gradualmente. São elas:

  1. atração: tem o objetivo de trazer visitantes ao seu site, utilizando, para isso, um conteúdo de qualidade;
  2. conversão: é a etapa em que o visitante é convertido em lead. Há a coleta de informações de contato para que um relacionamento se inicie;
  3. relacionamento: aqui, o relacionamento acontece, de fato, podendo ser alimentado por e-mails e mídias sociais. Esse é o momento de nutrir seus leads, educando-os e conduzindo-os naturalmente até o momento da compra;
  4. venda ou fechamento: depois de se relacionar com um potencial cliente, chega o momento de fazer uma oferta e gerar faturamento;
  5. análise ou encantamento: após vender, é hora de analisar dados e encantar o cliente, desenvolvendo e ajustando o relacionamento.

O que é marketing de conteúdo?

Marketing de conteúdo é a estratégia que utiliza conteúdos educativos, informativos ou de entretenimento para se relacionar com um potencial cliente. Assim, é o grande combustível do Inbound Marketing.

O cerne do marketing de conteúdo está em gerar autoridade e empatia com os visitantes por meio de informações úteis, respostas a dúvidas e apontamento de soluções. Esse tipo de marketing busca ajudar o futuro cliente com as melhores informações possíveis. Isso pode ser feito por meio de artigos de blog, vídeos, posts de redes sociais, podcasts, e-books, revistas, ferramentas, webinars etc.

Como consequência, a tendência é que quem entra em contato com a marca passe a respeitá-la e enxergá-la como referência. Afinal, conteúdos de qualidade mostram que você é especialista no que está falando.

Por fim, pessoas adoram comprar de quem confiam e admiram — por isso, o marketing de conteúdo é o queridinho de 9 em cada 10 empresas que fazem marketing.

Como utilizar o marketing de conteúdo no Inbound Marketing?

Sem bons conteúdos, torna-se impossível atrair e gerar leads. Não é por acaso que tanta gente confunde o marketing de conteúdo com o próprio Inbound — os dois realmente são companheiros quase inseparáveis.

Nessa dupla imbatível, o marketing de conteúdo ancora o relacionamento, enquanto o Inbound foca em conversões e vendas. Ou seja, o primeiro é utilizado para aproximar o consumidor e conduzi-lo pelo funil de vendas de uma forma natural, sem forçar ofertas antes da hora.

De todo modo, nada melhor do que examinar como diferentes conteúdos podem ser utilizados na prática durante as etapas do Inbound Marketing:

  • atração de visitantes: aqui, o marketing de conteúdo costuma usar artigos de blog, vídeos e posts de redes sociais;
  • conversão de leads: para converter visitantes em leads, normalmente, as marcas apostam nos chamados materiais ricos, que são oferecidos em troca dos dados dos usuários. Eles podem ser e-books, relatórios, ferramentas, sequências de e-mails e o que mais sua criatividade permitir;
  • relacionamento para gerar oportunidades: depois de coletar informações do futuro cliente, é preciso educá-lo de forma cada vez mais profunda. Esse pode ser o momento de utilizar guias completos, artigos avançados, webinars, tutoriais, entre outros conteúdos que estreitem ainda mais a relação da marca com o consumidor;
  • encantamento para fidelizar: depois de gerar oportunidades e vender, é importante continuar a prover conteúdos capazes de facilitar o uso do seu produto ou serviço, além de trazer informações exclusivas para o seu cliente. Não há regras quanto ao formato, mas tutoriais e manuais podem ser uma boa pedida.

Qual o propósito do conteúdo na definição de buyer personas?

Uma "buyer persona" é uma representação fictícia do seu cliente ideal, incluindo suas principais características, os desafios e os objetivos. A definição correta da persona a ser utilizada é fundamental para que a marca consiga criar conteúdos relevantes para o público. Caso contrário, por melhor que sejam as informações transmitidas, as questões e os anseios dos potenciais clientes não serão atendidos.

Nesse contexto, o conteúdo deve servir, educar e atender necessidades de pessoas específicas — sem cair na tentação de tentar se comunicar com todo tipo de gente. Como o grande objetivo do marketing é sempre satisfazer as necessidades dos clientes, o marketing de conteúdo precisa contribuir para isso, resolvendo dúvidas ou problemas das buyer personas.

E talvez você esteja se perguntando: "o que eu faço se não conheço todas as características do meu cliente ideal?". Nesse caso, o conteúdo também pode ajudar.

Ao comunicar com autenticidade aquilo que tem relação com a sua marca, você pode compreender as preferências, os desejos, as dores e as dificuldades do seu público-alvo. Por isso, não tenha medo de testar diferentes tipos e formatos de conteúdo até encontrar aqueles que mais fazem sentido para os seus visitantes, leads e clientes.

Para encerrar, vale recapitular: marketing de conteúdo e Inbound Marketing andam de mãos dadas, sendo que o primeiro é o principal combustível que alimenta o segundo. Eles certamente têm suas diferenças, mas um precisa do outro para funcionar. Por isso, não resta dúvida de que ambos devem ser utilizados em conjunto para entregar as respostas e soluções que os consumidores estão buscando.

E então, ficou clara a diferença entre Inbound Marketing e marketing de conteúdo? Deixe seu comentário abaixo!